ROTARY É UMA
TERAPIA OCUPACIONAL
Desenvolver a auto-estima é o primeiro passo para
O sucesso de qualquer ser humano, afirmam alguns
especialistas. Mas essa conquista não precisa ser solitária,
Como explica o EGD Newton Camargo Moraes,
Que enxerga nos novos desafios uma
Boa oportunidade para a revitalização do
Quadro social do Rotary.
RECARREGANDO AS BATERIAS
Muitos rotarianos não perceberam que um Rotary Club sem programa traz como conseqüência um Rotary sem futuro no século 21. Muito embora os programas ofereçam oportunidades para envolver o rotariano em atividade no servir, o que ouvimos com freqüência é: “ a maioria aprova, mas são os mesmos 20%, em media, que se oferecem de imediato para participar dos projetos”. Uma pena, pois a maioria na sabe o que está perdendo. Constatamos que existem nos clubes três tipos de grupos.
- O Grupo 1:
caracteriza-se por aqueles sócios que vivem o clube
interna
e externamente. Eles visitam outros clubes, freqüentam seminários,assembléias, hhhhhh,conferências.atuliza-se e crescem como rotarianos, como profissionais e como cidadãos.
- O Grupo 2:
tem o foco no interno e participa pouco externamente. Questiona
bastante as alternativas ou programas sugeridos, mas quando convocado, em geral falha. A desculpa rotineira é: está impedido de comparecer por compromissos assumidos anteriormente. Encontram-se muito voltados para si mesmos, tendem a isolar-se e em conseqüência, apresentam perdas gradativa do senso de cidadania.
- Grupo 3: são pessoas
que vivem intensamente o social
interno.Em geral, até conseguem 100% de freqüência, sentem falta do grupo, mas estão muito ligado ao passado. Eventualmente, participam de treinamento ou seminários. Justificam a pouca participação nos projetos por terem
“muitos compromissos”. Conseqüentemente, há pouco crescimento rotário. São indivíduos mais acomodados. Parece até que se alimentam de saudade.
Para enfrentar os desafios deste novo século, será preciso recarregar as baterias, desses dois últimos grupos, torná-los mais ativos, mais atuantes. Por esse motivo, defendemos a tese de que o Rotary pode se tornar uma eficiente “ Terapia Ocupacional”. Dizemos isso porque o servir envolve o rotariano com a comunidade, desenvolve as pessoas e faz com que o sócio se sinta cidadão. Assim procedendo, ele alimenta, de forma positiva, sua auto-estima. Insistimos que isso é bom e necessário. A despeito do “Tempo” e da “Idade”, ele continuará útil e dando
maior significado à vida.
Texto da revista Brasil Rotário